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QUALIDADE DO COURO
Depende de três fatores e áreas de responsabilidades distintas:

Responsabilidade do Pecuarista
O pecuarista deve tomar cuidado desde o nascimento do animal até o momento de transporte para o abate para evitar ocorrências de problemas tais como: carrapatos, riscos de espinhos, arames, ferrões, bernes, marcação a fogo, sarnas e bicheiras. Estes defeitos no Brasil são responsáveis por uma perda em torno de US$20/couro, com o prejuízo de US$800 milhões/ano, para a economia do país.

Responsabilidade do Frigorífico
Desde o transporte até o momento da saída dos couros do frigorífico, após a esfola dos animais. Ocorrência de problemas: arranhões nos animais durante o transporte (pontas de parafusos e madeiras, ferrões), cortes perfurações, excesso de “peso morto”, de sangue deixado no couro durante a esfola. Significam perda de US$10/couro durante a esfola e geram um prejuízo para a pecuária do Brasil de US$400 milhões/ano.


Responsabilidade dos Curtumes
Desde a saída dos couros dos frigoríficos até o pós-acabamento final. Os curtumes têm a obrigação de transportar bem os couros, preservando-os, industrializando-os modernamente, evitando perdas. Valorizar a naturalidade do produto e comercializar bem. Certamente uma parte bem significativa da indústria é desperdiçadora e paga um preço alto, ou seja, sua própria autodestruição. Mas antes disso inflige à economia do país, um prejuízo não inferior a US$10/pele ou US$400milhões/ano.

Resumo:

A “Cadeia do desperdício e maus tratos” infligidos ao animal e ao couro, geram perda anual para a economia do país da ordem de US$1,6 bilhões/ano, apenas no tocante ao couro.

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